sexta-feira, 25 de maio de 2007

A lenda da conquista de Alenquer aos mouros...


A lenda da conquista de Alenquer aos mouros, como lenda que é, não está provada ter algum fundamento.
Existem mesmo duas versões da mesma lenda.De qualquer modo, aqui fica, pelo menos como curiosidade:
Diz uma das versões da lenda que D.Afonso Henriques, nas suas conquistas, deparou com uma cidade, fortemente defendida pelos mouros, dentro das suas muralhas.Resolveu cercá-la, com o intuito de a conquistar mas os mouros mantinham-se alerta e apresentava-se dificil conseguir os seus fins.Na manhã do dia em que o rei tinha resolvido invadir o castelo, indo o rei cristão com o seu séquito banhar-se no rio e fazer suas correrias, notaram que um cão grande e pardo que vigiava as muralhas e que se chamava "Alão” calou-se e lhes fez muitas festas. El-rei tomando isto por bom presságio mandou começar o ataque, dizendo "O ALÃO QUER, palavras que serviram de futuro apelido à vila.


Uma outra versão, diz que o cão Alão era encarregado de levar as chaves na boca, todas as noites, pela muralha fora até à casa do Governador e os cristãos aproveitando os instintos do animal, prenderam uma cadela debaixo de uma oliveira à vista do cão que, subjugado por sentimentos amorosos, galgou os muros, entregando assim as chaves aos portugueses.

Fica à vossa escolha qual das duas lendas terá mais fundamento... ou darem crédito aos historiadores que apresentam outras explicações...

Fundação de Alenquer

Alenquer é uma vila muito linda e pacata a cerca de 36 Km de Lisboa.
É chamada “Vila Presépio” por se assemelhar a um presépio, com as suas casinhas brancas encavalitadas na parte alta da vila, chamada, por isso mesmo, de “Vila Alta” e, cá em baixo, o rio a atravessar a parte baixa da vila.
A sua origem perde-se na imaginação dos historiadores e no tempo.
Damião de Goes, notável alenquerense e cronista de craveira universal, atribui a fundação de Alenquer no ano de 418 da nossa Era.
Para uns historiadores Alenquer deriva de "ALAN-KERK", que significa TEMPLO DOS ALANOS.
Existem opiniões a dar aos Suevos a instituição de Alenquer com o nome de ALANKANA.
Por sua vez os Túrdulos (gente mais nobre da Lusitânia, segundo Estrabão), são apontados como os primeiros a erguer a Vila, à qual então chamariam ALAN-KERK-KANA. Frei Luis de Sousa, opina que o nome de Alenquer foi ALANO-KERKA.

Neste rosário de probalidades, junta-se ainda o árabe ALAIN-KEIR, que queria dizer "Fonte abençoada". Ou ainda o árabe EL-HAQUEM" que quer dizer "O Governador".

Alenquer ao longo da sua mitológica existência e até atingir o seu actual topónimo, sofreu várias conturbações, consoante a cultura dos seus habitantes).
Séculos VI AC a II AC - Celtiberos, (BRIG), Cartagineses, Lusitanos e Túrdulos (ALAN-KERK-KANA);Séculos II AC a V DC (418) - Romanos (ARABRIGA, GERABRIGA e IERA-BRIGA);418 a 714 - Alanos (ALENEN-KERK) "Igreja", (ALANO KERK) e (ALAN-KERK) "Templo dos Alanos", Vândalos, Suevos (ALANKANA) e Visigodos;714 a 24 de Junho de 1148 -Mouros (Ano de 714) ALAIN-KEIR "Fonte Abençoada" e EL-HAQUEM "O Governador";Desde 24 de Junho de 1148 - Portugueses ALÃOQUER, ALUNQUER, ALON-QUER, ALANQUER, ALEMQUER e ALENQUER.

A Vila "Presépio de Portugal", tem , com efeito, uma origem ainda não perfeitamente definida.